Março Amarelo: Conscientização é proteção
O mês de março veste-se de amarelo para dar voz a uma condição que afeta milhões de mulheres em silêncio: a endometriose. A campanha “Março Amarelo” é um movimento global de conscientização que busca quebrar tabus, disseminar informação e alertar para a importância de um diagnóstico precoce.
Estima-se que a endometriose atinja cerca de 10% da população feminina no Brasil, o que representa mais de 6 milhões de mulheres, segundo dados do Ministério da Saúde. Apesar dessa alta prevalência, a jornada até o diagnóstico pode ser longa e desafiadora, impactando profundamente a qualidade de vida.
Neste artigo, vamos explicar o que é a doença, seus principais sintomas, como funciona o diagnóstico e os caminhos para o tratamento.
O que é a endometriose?
A endometriose é uma doença inflamatória crônica. Ela se caracteriza pela presença de tecido semelhante ao endométrio (a camada que reveste o interior do útero) fora da cavidade uterina. Esse tecido extra pode se implantar em órgãos como ovários, trompas, bexiga e intestino.
A cada ciclo menstrual, esse tecido responde aos estímulos hormonais da mesma forma que o endométrio, crescendo e sangrando. Como esse sangue não tem por onde ser eliminado, gera-se um processo inflamatório crônico que pode causar dor intensa, formação de aderências e cistos.
Principais sintomas: os sinais que não devem ser ignorados
Um dos maiores desafios da endometriose é a normalização da cólica menstrual intensa. É fundamental entender que sentir dor incapacitante durante o período menstrual não é normal. Além da cólica severa (dismenorreia), fique atenta a estes sintomas frequentemente associados à doença:
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Dor pélvica crônica: Dor na região inferior do abdômen, não necessariamente ligada ao ciclo menstrual.
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Dor durante a relação sexual: Conhecida clinicamente como dispareunia de profundidade.
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Alterações intestinais e urinárias: Dor ao evacuar ou urinar, especialmente durante a menstruação.
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Fadiga crônica: Um cansaço extremo que não melhora com o repouso.
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Infertilidade: Estima-se que entre 30% a 50% das mulheres com endometriose enfrentem dificuldades para engravidar.
A jornada para o diagnóstico
O diagnóstico começa com uma escuta atenta da história clínica pelo médico ginecologista. A partir da suspeita, exames de imagem são fundamentais para mapear os focos da doença, como:
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Ultrassom transvaginal com preparo intestinal.
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Ressonância magnética da pelve.
Em alguns casos, a confirmação definitiva ocorre por meio de uma videolaparoscopia, um procedimento cirúrgico minimamente invasivo. O diagnóstico precoce é crucial para controlar a progressão, aliviar os sintomas e preservar a fertilidade.
Tratamento: Uma abordagem individualizada
Embora seja uma doença crônica que ainda não tem cura definitiva, a endometriose possui tratamento. A abordagem é sempre individualizada, considerando a gravidade dos sintomas, a idade, a extensão da doença e o desejo de engravidar.
As opções podem incluir o uso de medicamentos hormonais para suspender a menstruação e controlar a dor, ou procedimentos cirúrgicos para a remoção das lesões. Uma equipe multidisciplinar com fisioterapia pélvica, nutricionistas, psicólogos e atividade física é extremamente benéfica para o manejo da dor.
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Neste Março Amarelo, não normalize a dor: ouça seu corpo e procure ajuda.
